Iberostar Grand Amazon: como é viajar neste hotel flutuante pela Amazônia

04 de outubro de 2018 - Por On.TheList

O Iberostar Grand Amazon é um considerado um hotel flutuante que tem como percurso os rios Negro e Amazonas. O Marquinhos embarcou nesse cruzeiro por um dos destinos mais importantes do nosso Brasil e conta como é. Vem ver!

Iberostar Grand Amazon

Dia 1

O embarque é super tranquilo, pois é um navio de 150 passageiros, e em nada lembra aquelas filas portuárias imensas. O check in é dento do navio, ágil, e as malas chegam rápido.

 

Nos surpreendemos com os quartos. Muito bons e muito espaçosos quando comparados a outros navios. Todas as cabines são duplas e com sacadas, bem equipadas e com banheiro ótimo e grande. Não parece banheiro de navio.

Tem jacuzzi e piscina a bordo, com lanche cheio de petiscos e sucos.

Absolutamente tudo é incluso, inclusive bebida alcoólica. Ou seja, pode guardar a carteira no cofre e curtir!

Todo dia às 18h tem que se inscrever pros passeios do dia seguinte, geralmente há mais de uma opção, e você tem que escolher qual quer fazer para se inscrever.

O navio sai umas 18h e o por do sol é muito lindo. Não deixe de ver!

Daí prepare-se para ficar sem internet logo que passar uma ponte linda, que porém leva Manaus a lugar algum. Eeeee Brasil!

O jantar é cedo, entre 20h e 21h30, e só há um restaurante. É buffet, porém impressiona pela qualidade e variedade de opções. Muito bom! Todo dia tinha de tudo, mas com temperos típicos da região, que pode incomodar quem não gosta de comida muito temperada.

Toda noite tem algo no espaço de eventos, tipo mágica, mas todo mundo dorme cedo porque os passeios são cedinho.  

O navio é pequeno, porém completo, com massagem, lojinha, baralho, jogos, vídeo-game pra crianças.

Dia 2

Acordamos e encontramos um café da manhã maravilhoso a bordo! Entre um passeio de lancha e a caminhada na selva, tinhamos optado pelo segundo quando fizemos a inscrição na tarde anterior. 

A trilha na floresta vale muito a pena . Os passageiros deixam o navio em lanchas, cada uma leva 25/30 pessoas e um guia. O Alex foi nosso guia praticamente em todos os passeios. Uma dica que seguimos foi sempre ficar por último na fila e pegar o último barco. Geralmente é o mais vazio.

 

Durante a trilha conhecemos o solo, o tipo de vegetação, os medicamentos extraídos da mata, os animais que vivem ali e até técnicas de sobrevivência. O guia nos ensinou na prática a beber água direto do cipó.

Lá é sempre muito quente e abafado. Então é muito importante cuidar com o que veste. Achei essencial, apesar do calor, ir de calça e camisa de manga comprida, porque tem muito mosquito e repelente nenhum dá conta. Usei tudo da Salomon, marca que tem roupas apropriadas para esse tipo de passeio.

Tudo com tecido leve, antiodor (dá pra repetir até 5 dias seguidos sem lavar), além do tênis antiderrapante, porque o chão é complicado e vulnerável. Após a trilha voltamos ao navio para um lanchinho, troca de roupa e aproveitar o dia bonito na piscina. Não economize no protetor, o sol queima mesmo.

Depois assistimos à palestra do dia. O tema é sempre relacionado aos passeios do dia seguinte, como botos, ribeirinhos, aves, vegetação, etc. Em seguida tem alguma atividade, como o bingo, no qual ganhei uma massagem no navio.

Mais tarde saímos para o passeio de lancha para conhecer os rios e a vegetação e mais uma vez fomos premiados com um por do sol incrível. Na volta choveu. Nada demais, mas molha bastante e como essas chuvas vêm mesmo sem aviso, a dica é sempre sair com algo para se proteger. Nesse dia acabei esquecendo, não tenho fotos, mais no final do passeio choveu bastante! 

 

A noite jantamos e nos inscrevemos para os passeios do outro dia.

Dia 3

Visitamos a comunidade indígena 3 Unidos, da Tribo Kambeba. É super interessante! Fomos recebidos pelos índios que contam um pouco da história deles e o que querem, que é inclusão social e acesso à universidade, principalmente. A

aldeia é organizada e tem até uma escola super completa e moderna patrocinada pela Samsung. As casas são muito humildes, mas eles têm acesso à internet e usam roupas, ainda que continuem falando o dialeto deles e preservando a cultura indígena.

Eles fazem roupas típicas e artesanatos lindos. Vale comprar! São bonitos e mais baratos que em Manaus.

Nesse passeio também da pra mergulhar no rio e vale muito a pena. A água é quentinha e deliciosa.

O passeio da tarde foi uma visita à casa de um caboclo. Também tinha a opção de pescar piranha. Fomos conhecer a casa dos ribeirinhos e um pouco da cultura deles. Cada barco vai pra uma casa. Todas são casas altas, preparadas para as enchentes do rio. No jardim eles plantam mandioca e castanhas. Nos mostraram como faz a extração da mandioca pra tirar corretamente o veneno e fizeram tapioca na hora, quentinha pra gente. Muito bom!

 

Nesse dia a volta para o navio foi tensa. Pegamos uma tempestade sinistra, com raios e muito vento, o que deixou o rio muito mexido. O barco ficou batendo e foi uma gritaria, desespero mesmo. Ficamos no escuro com a chegada da noite sem conseguir chegar e nem mesmo avistar o navio. Não dava pra ver nada e foram 40 minutos nessa situação.

Depois que conseguimos voltar ao navio, jantamos e novamente saímos para um passeio. Esse foi o único passeio noturno, a focagem de jacarés. Sai de barco, no escuro, mas com lanternas, a procura de jacarés pelos afluentes do Rio Negro. Eu adorei. Tem muitos jacarés!

Dia 4

Acordamos 6h para ver o sol nascer. Saímos de lancha para um ponto especial do rio. Tem que ter sorte por causa do tempo. A gente teve mais ou menos, deu pra ver um pouco, foi bonito e apareceram muitos botos rosas.

 

O segundo passeio do dia foi justamente pra avistar os botos rosas. Não pode nadar com eles, mas fica próximo e pode alimentar. Eles disseram que não pode nadar porque o Ibama proibiu, mas não sei se é verdade porque vi fotos de gente na água com eles pela região.

Esse passeio é pelos rios e é bem interessante. Passa pelo famoso hotel Ariaú Towers, que já recebeu celebridades como Leonardo Di Caprio e Bill Gates e serviu de cenário para produções internacionais, como o filme Anaconda. Hoje está abandonado e dizem que faliu por excesso de impostos e multas. A maioria dos guias do Ibero trabalhou no hotel, então sabem muitas histórias interessantes e até se emocionam de ver aquilo tudo em ruínas. 

Também vimos muitos pássaros, macacos, rios e árvores. Tudo é muito impressionante. Vimos uma árvore tão imensa, que até descemos pra ver de pertinho e tirar foto.

No fim da tarde o último passeio do dia, o Museu dos Seringueiros. É muito legal e organizado. Mostra como era feita a borracha, inclusive com a extração da árvore! Vale muito a pena e é perto de Manaus.

Dia 5

No último dia o navio vai até o encontro das águas do Rio Negro com o Rio Solimões. É muito incrível!! O Rio Negro tem a água quase preta de tão escura, enquanto o Solimões tem água barrenta, marrom. As águas de cores bem diferentes se encontram, mas não se misturam.  A gente viu com o nascer do sol! É o máximo! Depois disso o navio retorna para Manaus com desembarque até 10h.

Eu amei e acho que vale a pena sim embarcar no Ibero Grand Amazon. Deu pra ter uma bela noção do que é essa região tão fundamental pro nosso país e tão diferente de onde moramos. É a melhor opção pra quem quer conhecer com conforto e praticidade. Mas confesso que quero voltar e conhecer ainda melhor a Amazônia.

Eu fechei  viagem com a Nomad Roots Viagem e Conhecimento. Super recomendo. Telefone: 41. 3374-2237

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