Chapada dos Veadeiros: dicas e roteiro para quem quer conhecer

03 de junho de 2019 - Por On.TheList

Fui convidado pra uma festa de aniversário em Alto Paraíso e como há algum tempo eu queria muito conhecer a Chapada dos Veadeiros aproveitamos pra ficar alguns dias a mais.

Embarcamos em uma quinta e voltamos na terça-feira. Achei pouco 5 dias porque tem muita coisa pra conhecer. Separei aqui algumas dicas e nosso roteiro pra ajudar quem vai e também pra encorajar quem nunca pensou em ir, porque realmente vale a pena.

Dia 1: saímos de Curitiba em um voo direto às 6 horas da manhã para Brasília.  Chegando lá alugamos um carro para encarar mais 3 horas de estrada até Alto Paraíso, que é a cidade para se hospedar para conhecer a Chapada. A Vila São Jorge, em Alto Paraíso, é onde estão restaurantes e pousadas super charmosos. É tudo muito rústico e muito aconchegante.

Chegamos quase 14h já não encontramos muitos restaurantes abertos para o almoço. Achamos um por kilo, entramos sem indicação e era bem gostoso. Depois fomos pra Pousada Fazenda São Bento onde nos hospedamos.  Super gostosa e recomendo também porque tem 3 cachoeiras na propriedade, incluindo a Almécegas I, uma das mais importantes da Chapada.

Não conseguimos fazer muita coisa, então optamos por ir a uma cachoeira pequena, com trilha curta que é a Cachoeira Sao Bento. Não dá pra mergulhar, só ver mesmo. Jantamos em Alto Paraíso no Restaurante Jambalaya, super aconchegante, charmoso e uma delícia.

CACHOEIRA DE SÃO BENTO

JANTARN O JAMBALAYA (IMPERDIVEL)

 

Dia 2: programamos, desde Curitiba, um passeio de um dia inteiro com o @guiaaltoparaiso . A trilha durou o dia todo, era super pesada, porém linda demais. Só não indico pra quem não tem muito preparo e não quer cansar muito.

São dois passeios em um: Cachoeira do Abismo e Mirante da Janela. Anda cerca de 2 a 3km até a primeira e mais 2,5 km até a segunda. Do mirante você enxerga o Parque Nacional, que tem uma cachoeira linda. Na volta você mergulha na Cachoeira do Abismo pra recuperar as energias. Maravilhoso. 

 

MIRANTE DA JANELA:

 

CACHOEIRA DO ABISMO:

No final a recompensa é ver o por do sol, um dos mais lindos do mundo, um dos mais maravilhosos que já vi. Muita gente vai só pra isso.

Mesmo muito cansados, voltamos pro hotel, tomamos banho e nos arrumamos para um welcome drink na Vila de São Jorge, no Restaurante Rústico, uma churrascaria super tradicional. O evento fazia parte do aniversário da Ana Paula e foi super gostoso. Carne deliciosa e festa animada.

 

Dia 3: cada dia procuramos fazer os passeios com um guia diferente, pra experimentar mesmo. Nesse terceiro dia, com o guia River (@river_mello) fomos ao Vale da Lua. Ele é local e conhecia muito bem a região. Até levou a gente dentro de uma trilha que é bem mais reservada, sem nenhum turista. Muito legal. Isso nos garantiu fotos incríveis.

Bom, encontramos o guia bem cedo no hotel. Mais cedo que o normal pois tinhamos a festa de aniversário a tarde. O passeio é muito lindo, com uma cachoeira muito legal (e gelada), trilha zero pesada, bem tranquila. Durou entre 2h30 e 3 horas esse passeio. Voltamos pro hotel, comemos um pouco e rápido e já fomos pra cachoeira Almécegas II, que fica dentro da pousada. Fomos de carro até o estacionamento, andamos 10 minutos em uma trilha tranquila e chegamos. Depois voltamos pro quarto pra tomar banho e se arrumar pra festa.

 

A festa aconteceu na Fazenda Shanti, da Ana Paula. Lugar incrível!! Festa maravilhosa, com tudo do bom e do melhor. Infelizmente chegamos atrasados e perdemos o por do sol, mas  aproveitamos muito e foi super legal, surpreendente. Ficamos até quase 2h da manhã.

 

Dia 4: o passeio desse dia foi por conta própria. Fomos conhecer a Almécegas II, uma das principais cachoeiras. Ficamos amigos da dona de uma fazenda que nos emprestou a chave, então cortamos caminho pra chegar na cachoeira, fomos de carro ate quase a boca. É linda demais e dá pra conhecer por baixo e por cima.. embaixo tem umas piscinas bem gostosas pra curtir água, a vista e a energia.

A tarde fomos pra um late lunch na Fazenda Shanti, continuando a programação do aniversário.  Foi em um espaço muito legal, na beira do rio que vai dar no Vale da Lua e de frente pra um paredão de pedra. Tudo super ambientado, com churrasco servido pelo pessoal do Rústico. Quando anoiteceu teve uma projeção de uma artista na parede, um holograma, muito legal.

De noite eu e a Rafa fomos jantar na Vila de São Jorge, em uma risoteria super famosa e charmosa, a Santo Cerrado. Pra quem segue dietas restritas, dica, tem um risoto sem glúten e sem lactose e estava delicioso.  Estava lotada.

 

Dia 5: fomos conhecer a Cachoeira de Santa Barbára, mais afastada, em outra cidade. São duas horas de carro até Cavalcanti. Fomos com o guia Luan (@guialuancarlos), o que mais gostamos pois além de ser nascido na região e conhecer tudo muito bem, tirava fotos ótimas, super querido e pro-ativo. Todos eram bons, mas realmente nosso preferido foi ele. Acorde mega cedo pois tem limite de visitação, só 300 pessoas por dia. Acordamos 5 horas da manhã e quando chegamos já tinham 170 pessoas, isso fora de temporada. Essa cachoeira tem a água mais linda do mundo, azul da cor do Caribe.

É gelada, mas nem tanto. Quando chega na cidade de Cavalcanti, tem que deixar o carro no estacionamento e pagar uma taxa. Daí você vai com o carro deles, mais robusto pra aguentar a estrada de chão que é bem ruim. De lá te deixam num lugar pra começar a trilha. É bem plana e tranquila, de uns 40 minutos, porém o sol é muito forte. Bom usar um chapéu.

Depois o guia Luan nos levou  para almoçar no restaurante da comunidade Kalunga (povo que andou da Bahia até lá). Restaurante simples, com comida de dia a dia, deliciosa e barato. Uns 20/30 reais por pessoa para comer a vontade. preco bom , todos.

Chegamos 17 horas em Alto Paraíso e queríamos comprar artesanato. Fomos numa loja indicada pelo Luan, a Loja da Nega. Incrível, imensa, com todo tipo de cristal, artesanato e o que mais amei: uma mulher fazendo seu calendário maia. Ela vê tua missão na terra e teus cristais. Amei mesmo! Fomos jantar em uma casa de carnes chamada La Parrilla, carne maravilhosa, estilo argentino. bem simples.

 

Dia 6: dia de ir embora, mas como nosso voo era 20h30, resolvemos aproveitar a manhã. Fomos com o Luan (repetimos ele porque amamos)  fazer bem cedo a Cachoeira das Loquinhas, que fica a 10 minutos de carro de onde estávamos hospedados, em Alto Paraíso mesmo. A trilha é de 20 minutos e bem tranquila, com decks e tudo. Cachoeira linda, água maravilhosa, que parecia uma piscina. Valeu muito a pena. Com certeza uma das mais bonitas. São duas e a ultima é mais bonita.

Dicas gerais e importantes:

Os guias custam R$ 30 por pessoa em grupos grandes e R$ 60 / R$ 70 particular e grupos menores. Pra gente valeu a pena ir em grupos menores.

Importante levar dinheiro porque todas as cachoeiras são pagas. Não aceita cartão. Se ficar na Pousada São Bento, que ficamos, tem livre acesso às cachoeiras que estão dentro da propriedade). Os guias também são pagos em dinheiro. Até é possivel fazer depósito, mas melhor garantir. Nos restaurantes, em geral, são aceitos cartões.

Alugar carro é necessário. Alguns guias até têm carro, mas tem que combinar antes e pagar a mais.

Programe as cachoeiras que quer conhecer com antecedência.

Fique no mínimo 5 dias.

Converse com  pessoas que já foram e pesquise bastante.

O lugar é incrível e magico, para se conectar de verdade com a natureza. Não tem luxo, nem glamour. É roots. Quase nunca tem wifi, então desapegue.

Não achei que tem tanto mosquito, mas leve repelente.

Entre em todas as cachoeiras que der! Não tenha preguiça de entrar na água, mesmo sendo gelado. Vai, se joga, porque você não vai se arrepender. Entrei em todas e é reenergizante, bizarro. Todo o cansaço das trilhas vai embora na hora que voce mergulha.

Tive momentos muitos legais com a minha mãe, minha tia e minha prima. Foi demais. Eu recomendo muito essa viagem.

Quero voltar e conhecer outras cachoeiras e repetir várias que fui.

O lugar merece ser visitado!!!! O Brasil é lindo e a gente tem que viajar aqui dentro sim.

 

 

 

 

 

 

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