Arte Batel recebe exposição Entre Jardins e Memórias, de Juliane Fuganti
- Por On.TheList
O Arte Batel, empreendimento residencial da Víncere Incorporadora em Curitiba, em fase inicial de construção, recebe a exposição “Entre Jardins e Memórias”, da artista visual Juliane Fuganti. A abertura acontece no dia 24 de abril, com visitação até 20 de junho de 2026, em uma iniciativa realizada em parceria com a Galeria Zilda Fraletti.
A realização da mostra dá continuidade à proposta do espaço de relacionamento do empreendimento, concebido como um endereço de vivências regulares voltadas à arquitetura, ao design e à arte. Neste contexto, a exposição se estrutura como um site specific, diretamente relacionado ao endereço e à construção simbólica do lugar.
O Arte Batel propõe um equilíbrio entre natureza e modo de viver. Com paisagismo de Luiz Carlos Orsini e projeto arquitetônico assinado pela Baggio Schiavon Arquitetura, o empreendimento estabelece uma relação direta com o verde, tratado como elemento estruturante do projeto. A presença de obras de Juliane Fuganti reforça essa construção ao trazer para o espaço uma investigação artística que também parte da natureza como origem.
“Essa iniciativa está alinhada à forma como pensamos o Arte Batel desde o início. A arte contribui para aprofundar a experiência e ampliar o repertório do empreendimento”, afirma Thábata Gulin, head de marketing da Víncere Incorporadora.
Natureza, memória e construção de imagem
No trabalho de Juliane Fuganti, a natureza é ponto de partida. Paisagens de manguezais são lidas como mundos de luz que emergem a partir da observação e camadas de tempo.
Essa investigação se desdobra em séries como “Jardins (2023), Jardins Imprevisíveis (2024) e Jardins Imaginários (2025), nas quais a artista constrói um vocabulário visual que articula densidade e delicadeza. Em paralelos, a série “Cristais” revela outra dimensão da matéria, estruturada a partir de técnicas com contrastes intensos que tensionam luz e profundidade.
A exposição apresenta um conjunto de pinturas, caixinhas, pedras flutuantes e cubos com cerâmicas, organizados de forma a construir uma narrativa visual que percorre diferentes escalas e suportes. A artista articula pintura, gravura, fotografia e cerâmica em uma produção que investiga permanência e transformação. As obras, embora possam sugerir delicadeza, são estruturadas por incisões, cortes e marcações precisas, resultando em superfícies que evidenciam sobreposições e permanências.
“A natureza é o ponto de partida do meu trabalho, mas nunca como representação direta. São imagens que se constroem a partir de memória, observação e da própria matéria, e que vão se transformando ao longo do processo”, comenta Juliane Fuganti.
A relação com o lugar onde o empreendimento está inserido também atravessa a exposição. Moradora da região há cerca de 30 anos, Juliane mantém uma conexão afetiva com a Rua Carmelo Rangel e tem lembrança da casa que ocupava o terreno onde hoje se prepara o Arte Batel. “Aqui não tinha jardim”, relembra a artista. A observação ganha outra dimensão diante do projeto paisagístico de Luiz Carlos Orsini, que coloca o verde no centro da experiência e redefine a forma de ocupação do espaço.
A curadoria da exposição é conduzida pela Galeria Zilda Fraletti, que selecionou as obras a partir da afinidade com o conceito do empreendimento. “A paleta do espaço combina tons neutros com variações de verde que se conectam diretamente com a proposta da exposição”, afirma Carlos Cavet, sócio da galeria. “Essa parceria também possibilita ampliar a visibilidade do trabalho da Juliane e apresentar sua obra a novos públicos”, complementa Zilda Fraletti.
Sobre a artista
Juliane Fuganti é artista visual com trajetória consolidada no campo das artes visuais e reconhecida como uma das referências na gravura no Brasil. Com mais de quatro décadas de atuação, desenvolve uma produção consistente e ampla circulação institucional. Lecionou na Escola de Música e Belas Artes do Paraná entre 1991 e 2020, onde também foi a primeira diretora do Centro de Artes e responsável pela implantação do curso de Museologia. Em 2024, assumiu a direção geral do Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC-PR). Possui obras em acervos institucionais e participou de exposições no Brasil e no exterior, com passagens por cidades como Madrid, Paris, Berlim e Nova York.
Sobre a Galeria Zilda Fraletti
Fundada em Curitiba, a Galeria Zilda Fraletti é reconhecida como a primeira galeria de arte contemporânea da cidade. Com atuação consolidada, fomenta o cenário artístico local e nacional ao impulsionar a trajetória de artistas consagrados e revelar novos talentos, promovendo conexões entre produção artística, mercado e público.
Sobre a Víncere Incorporadora
Com trajetória consolidada desde 1978, a Víncere Incorporadora, braço de incorporação do Grupo Noster, vem desenhando parte importante da paisagem curitibana. Responsável por projetos como o World Business, o Neo SuperQuadra e o Serra Juvevê, a marca é reconhecida por unir tradição e inovação em empreendimentos que traduzem o estilo de vida urbano e contemporâneo. Cada projeto nasce do propósito de criar espaços que inspiram pertencimento e refletem a essência do morar bem em Curitiba.